AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM


AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM

Curso de mestrado em Ciências da Educação – Inovação Pedagógica

Ano letivo 2020/2021



Programa da Unidade Curricular de


AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM

V3


Área Científica: Educação

6,00 ECTS

Escala de Avaliação: Quantitativa (0-20)

16 h Ensino teórico-prático + 8 h Seminários + 3 h Orientação tutorial 



Apresentação do programa

https://prezi.com/view/c33lF1fqePNUOLB6iCii/





Docente: Prof. Doutor José Paulo Gomes Brazão

Página web: www.jpaulobrazao.com

E-mail: jbrazao@staff.uma.pt

Atendimento aos estudantes: Quartas das 16 às 17 h com marcação prévia para o e-mail: jbrazao@staff.uma.pt





Justificação

Os ambientes virtuais de aprendizagem são suportados por tecnologias emergentes que pela sua natureza e usabilidade potenciam o campo da aprendizagem ao ponto de ser difícil antecipar horizontes, tal é a potencialidade do desenvolvimento tecnológico e os desafios presentes nesse desenvolvimento.

Esta unidade curricular habilita os estudantes a conhecer a natureza dos ambientes virtuais de aprendizagem, que podem ser criados por meio de TIC, e a compreender como a exploração desses ambientes pode contribuir para a inovação pedagógica. Também os habilita a desenvolver competências de avaliação, focadas nos ambientes virtuais, em rede, onde os aprendizes desenvolvem a aprendizagem por participação.

 

Objetivos de Aprendizagem

Nesta unidade curricular pretende que os estudantes:

1 – Conceitualizem os Ambientes Virtuais de Aprendizagem Emergentes (AVAE), na perspetiva construcionista, enquanto possibilidade de Inovação Pedagógica;

2 – Conceitualizem a aprendizagem por participação, de J Lave nos contextos dos ambientes virtuais emergentes;

3 – Estabeleçam uma distinção entre Ambientes Virtuais de Aprendizagem Emergentes (AVAE) e Ensino Remoto de Emergência (ERE);

4 – Desenvolvam critérios para a avaliação de Ambientes Virtuais de Aprendizagem Emergentes (AVAE);

5 – Apliquem critérios de avaliação de Ambientes Virtuais de Aprendizagem Emergentes (AVAE).


Conteúdos

1 – Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem Emergentes; Inovação Pedagógica: conceitualização;

2 - Aprendizagem por participação em Ambientes Virtuais: conceitos e características;

3– Ambientes Virtuais de Aprendizagem Emergentes (AVAE) vs Ensino Remoto de Emergência (ERE): conceitualização;

4 – A Construção de critérios para a avaliação de Ambientes Virtuais de Aprendizagem Emergentes;

5 – A aplicação de critérios para a avaliação de Ambientes Virtuais de Aprendizagem Emergentes.


Relação da coerência dos conteúdos com os objetivos de aprendizagem 

Conceitualmente falando, os ambientes virtuais de aprendizagem emergentes recebem os contributos de autores que investigam o uso educacional das tecnologias no campo virtual e não só, emergentes em desenvolvimento tecnológico bem como das orientações políticas supranacionais que pressionam a incorporação de tecnologia nas escolas.  A discussão teórica toma também como contraponto os autores críticos, cuja relação com a tecnologia está mais distanciada.

Nestes ambientes de aprendizagem em contexto, os aprendizes desenvolvem competências, aptidões e métodos de pesquisa baseados numa visão crítica, percorrendo de forma transversal todos conteúdos programáticos.


Metodologias de ensino e Avaliação

Os objetivos de aprendizagem são alcançados pela participação ativa dos aprendizes cruzando a revisão da literatura pertinente, com a vivência de situações reais ou simuladas através de técnicas de flipped classroom, scenario planning, gamification, problem based learning etc. Ao proporcionar aos estudantes a possibilidade de aprenderem juntos em ambientes virtuais enriquecidos pela tecnologia pedimos-lhes autonomia e protagonismo na experienciação de uma prática por descoberta, fundamentada por um quadro teórico.  Com este envolvimento os estudantes estão finalmente capazes participar na coconstrução de critérios de análise e de avaliação dos contextos virtuais de aprendizagem emergentes.

 Espera-se dos estudantes autonomia e participação. Eles serão orientados para um posicionamento crítico que lhes permitirá colocar questões sobre os conteúdos desta unidade curricular. A avaliação incide na redação de um trabalho individual escrito com o formato de um artigo científico, destinado à definição fundamentada de critérios de avaliação e sua aplicação a um determinado contexto virtual de aprendizagem.


Relação da coerência das metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem 

Os objetivos de aprendizagem 1, 2 e 4 são alcançados através de pesquisa durante as aulas, seguida de consulta da literatura recomendada e discussões em grupo; os objetivos 4 e 5 serão atingidos através da atividade dos próprios alunos, envolvidos em trabalho de grupo com pesquisa documental. No que diz respeito à avaliação da aprendizagem dos alunos, ela segue o Modelo E do Regulamento de Avaliação da Aprendizagem dos Alunos da Universidade da Madeira:

1- Planificação contínua do trabalho individual na plataforma http://thebrain.com. Elaboração de uma rede hipertextual (ponderação 50%)

2- Apresentação do trabalho em seminário (ponderação de 50%)


Seguem-se os critérios e as ponderações da avaliação sumativa a que os estudantes serão submetidos:


Critérios e rúbricas de avaliação

1- Planificação contínua do trabalho individual na plataforma http://thebrain.com.  Elaboração da rede hipertextual (ponderação 50%)

Critérios

Rubricas

1. Correção da sintaxe hipertextual sintática (4 valores);


Texto com correção ortográfica (1 valor)

Texto com correção hipertextual e com explanação em notas e anexos  (3 valor)

2. Fundamentação teórica sobre critérios de avaliação de Ambientes Virtuais de Aprendizagem Emergentes.

(8 valores)


Conceitualização de Ambientes Virtuais Aprendizagem Emergentes, tendo por base autores de referência (2 valores)

Fundamentação teórica sobre a avaliação por critérios (3 valores)

Fundamentação sobre a construção de critérios de avaliação de um determinado Ambiente Virtual de Aprendizagem Emergente.

(3 valores)

3. Aplicação dos critérios de avaliação de um determinado Ambiente Virtual de Aprendizagem Emergente

(8 valores)


Descrição de um determinado Ambiente Virtual de Aprendizagem Emergente

(3 valores)

Aplicação dos critérios de avaliação a um determinado Ambiente Virtual de Aprendizagem Emergente. (3 valores)

Síntese (2 valores)



2- Apresentação do trabalho em seminário (ponderação de 50%)

Critérios

Rubricas

A1 – Concisão da comunicação

(3 valores)

Cumprimento do tempo (20 min)

(3 valores)

A2 – Qualidade do conteúdo da comunicação

(17 valores)

Conceitualização de Ambientes Virtuais Aprendizagem Emergentes, tendo por base autores de referência (4 valores)

Fundamentação sobre a construção de  critérios de avaliação de um determinado Ambiente Virtual de Aprendizagem Emergente.

(4 valores)

Descrição de um determinado Ambiente Virtual de Aprendizagem Emergente

(3 valores)

Aplicação dos critérios de avaliação a um determinado Ambiente Virtual de Aprendizagem Emergente. (4 valores)

Conclusão (2 valores)


A apresentação pública será em data a combinar.

Plataforma Thebrain para a apresentação dos trabalhos:

https://app.thebrain.com/brains/481d12b2-340e-47c0-844b-7ea214575e2b/thoughts/272afbbf-f111-4241-8606-83cd37cf784a/notes



Bibliografia

 

Amante, L.; Mendes, Quintas A.; Morgado, L.; Pereira, A. (2008). Novos contextos de aprendizagem e educação online. Revista Portuguesa de Pedagogia. 42-3 p.99-119. URI:http://hdl.handle.net/10316.2/4725.

Adams Becker, S., Cummins, M., Davis, A., Freeman, A., Hall Giesinger, C., and Ananthanarayanan, V. (2017). NMC Horizon Report: 2017 Higher Education Edition. Austin, Texas: The New Media Consortium.

Brazão, P. (2021). Ambientes Virtuais de Aprendizagem Emergentes. In https://bra.in/2j36bE  

Deborah Osberg & Gert Biesta (2020) Beyond curriculum: Groundwork for a non instrumental theory of education, Educational Philosophy and Theory, DOI: 10.1080/00131857.2020.1750362

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Fernandes, D. (2020). Critérios de Avaliação. Projeto :Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Projeto MAIA) / Acompanhamento, Acompanhamento e Pesquisa em Avaliação Pedagógica (Projeto MAIA) in https://www.researchgate.net/publication/339956041_Criterios_de_Avaliacao

Fino, C. N. (2016) Matética e inovação pedagógica: o centro e a periferia, In Fernanda Gouveia & Maria Gorete Pereira (Org.). Didática e Matética (pp. 253-259). Funchal: Universidade da Madeira - CIE-UMa. ISBN 978-989-95857-8-2

Gomes, J. (2008). Novos contextos de aprendizagem e educação online. Revista Portuguesa de Pedagogia. 42-2 p.118-202. URI:http://hdl.handle.net/10316.2/4677

Kincheloe, J. (2006). Construtivismo Crítico. Mangualde: Edições Pedago.

Kuger S., Klieme E., Jude, N. and Kaplan, D. (Eds) (2017) Assessing Contexts of Learning: An International Perspective. Cham: Springer.

Papert S. (1997). A família em rede. Lisboa: Relógio d’Água.

Sharmila, H. W. and Ferris, P. (Eds.) (2017). Unplugging the Classroom: Teaching with Technologies to Promote Students' Lifelong Learning. Cambridge MA: Chandos Publishing.

Sousa, J. M. & Fino , C. N. (2005, 24 Junho). Um Mestrado em Inovação Pedagógica. I-V.

Sousa, J. M. & Fino , C. N. (2007). Inovação e incorporação de novos saberes: o desenho curricular de um mestrado em Inovação Pedagógica. In Actas do VIII Congresso da SPCE, “Cenários da educação/formação: Novos espaços, culturas e saberes". Castelo Branco: SPCE.


Bibliografia complementar

Aukrust, V. G., Learning and Cognition in Education, Oxford: Elsevier, pp.2011. Gee, J. P., Situated Language and Learning ­ A critique of traditional schooling, New York and

London: Routledge, pp.2004. Christensen, C., Horn, M. & Johnson, C, Disrupting Class ­ How Disruptive Innovation Will

Change the Way the World Learns, New York: McGraw-Hill, pp.2011. Jonassen, D. H., Handbook of Research on Educational Communications and Technology ­

Second Edition, New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates, Inc, pp.2008. Jonassen, D. H., Learning to Solve Problems A Handbook for Designing Problem­Solving

Learning Environments, New York: Routledge, pp.2011. McDermott R., Snyder W. M. & Wenger E., Cultivating Communities of Practice, Boston: Harvard

Business School Press, pp.2002. Papert S., Logo: computadores e educação, S. Paulo: Editora Brasiliense, pp.1985.